Tag Archives: Tony Malaby

The New York City Jazz Record review by John Sharpe

CF 304Tony Malaby Tamarindo – Somos Agua (CF 304)
While Tony Malaby has many outlets for his burly tenor saxophone, few of them pack the visceral heft of Tamarindo, the outfit crewed by bassist William Parker and drummer Nasheet Waits. Malaby hit paydirt with the trio’s eponymous 2007 debut, built on that success by adding trumpeter Wadada Leo Smith for a somewhat murky live recording in 2010, but has now reverted to the original lineup for the band’s third album, Somos Agua. It’s every bit the match for its illustrious forebears. Heads tend to be sketchy affairs, which only serve to get the real business underway – a series of cohesive collective outbursts.

Malaby is a monster, restlessly creative through all the registers of his horn, from earthy honks to fluent overblowing. But what makes him so fascinating is
that the undoubted power is leavened by a willingness to enlist any resource, whether muffled snorts, hoarse whistles, multiphonic shrieks or querulous wavering cries. Whatever works. Parker has the savvy to follow wherever Malaby roams, able to turn on a dime from gargantuan propulsion to bravura swipes of the bow while Waits blends crisp articulation at high tempos with a playbook of ever-changing rhythmic patterns.

At first blush each of the seven cuts sounds part of an unfettered blowing session, but after repeated listens barely discernible melodic themes become apparent, which briefly surface from the organic ebb and flow (not always at the outset) and fuel further group exploration. Neither tone nor time pass as absolutes in Tamarindo’s universe, shifting unpredictably and stretching or compressing elastically. Malaby forges a particularly strong connection to Parker, manifest most notably on the lengthy discursive conversation between the pair on “Bitter Dream”. But bass and drums don’t always shadow the saxophone, creating a quicksilver threepart counterpoint emerging from more conventional trio transactions. Malaby clearly understands the paradox that it takes a really tight unit to play this loose yet still keep focus.

Time Out Lisboa review by Jose Carlos Fernandes

Um banquete para o espírito

A editora lisboeta Clean Feed continua, indiferente a crises económicas e colapsos do mercado discográfico, a propor acepipes raros. José Carlos Fernandes degustou três lançamentos recentes e ficou confortado

A dimensão de um grupo de jazz nem sempre decorre de opções estéticas ou da disponibilidade e empatia dos músicos – as condicionantes económicas também pesam e, sobretudo no jazz mais afastado do mainstream, dificultam seriamente a sobrevivência prolongada de formações com mais de três ou quatro elementos. É pois com redobrado interesse que se acolhem três discos que dão testemunho da riqueza de combinações que os quintetos e sextetos permitem.

CF 279O contrabaixista Mark Dresser tem uma obra em nome próprio desproporcionadamente breve (quando se atende ao seu enorme talento e experiência) e que é dominada por discos a solo, em duo e em trio. Nourishments (****), gravado por um super-quinteto com Rudresh Mahanthappa (sax), Michael Dessen (trombone), Denman Maroney (piano) e Tom Rainey ou Michael Sarin (bateria), é, pois, peça invulgar. A variedade e generosidade prometidas na recheada mesa da capa são mais que cumpridas no interior: as ideias que desfilam ao longo dos 14 minutos de “Canales Rose” bastariam para sustentar toda a carreira de muitos músicos de jazz que, apesar do prestígio e dos Grammies coleccionados, se limitam a repetir receitas consabidas. Em “Nourishments” Mahanthappa e Dessen engalfinham-se em vertiginosas perseguições sobre secção rítmica ondulante, “Para Waltz” é sereno e melancólico, com Dresser a mostrar a sua arte com o arco, e em “Not Withstanding” o piano preparado de Maroney zumbe como um insecto gigante.

CF 280Depois de construir impressionante currículo como sidemen, o trompetista Nate Wooley estreou-se em quinteto em 2011 com (Put Your) Hands Together. O sexteto que agora se estreia com (Sit In) The throne of friendship (****) não se limita a somar Dan Peck (tuba) a Josh Sinton (clarinete baixo), Matt Moran (vibrafone), Eivind Opsvik (contrabaixo) e Harris Eisenstadt (bateria). As composições e arranjos ganham imenso em elaboração, os instrumentos são emparelhados em combinações invulgares, a tensão e distensão são sabiamente controladas e o resultado exibe uma variedade de cores e texturas dignas de uma orquestra. O CD arranca com uma inspirada recriação do meloso “Old Man On the Farm”, de Randy Newman, que vai sendo tomado pela abrasão e pelo caos; em “Make Your Friend Feel Loved” um post-bop zombeteiro é sequestrado pelo sax barítono de Sinton e convertido numa correria desencabrestada; “My Story, My Story”, é uma ilha brumosa e estática na efervescência dominante.

CF 270Ches Smith & These Arches passaram em 2011 pelo Seixal Jazz e quem não foi ouvi-los ficará arrependido ao escutar Hammered (*****), o segundo disco da formação, que passou, entretanto, a quinteto pela adição do sax alto de Tim Berne. Qualquer grupo gostaria de ter Berne ou Tony Malaby (sax tenor) nas suas fileiras, mas These Arches tem os dois e ainda a guitarra imprevisível de Mary Halvorson, o acordeão e electrónica multiformes de Andrea Parkins e, claro, a bateria irrequieta do líder. Na faixa de abertura, “Frisner”, as fanfarras dementes sobre ritmos quebrados sucumbem à psicose e à adstringência, mas acabam por retomar o tom jocoso, “Wilson Phillip” é a banda sonora de um filme de acção on acid, que acaba por descarrilar e desmantelar-se, a faixa-título é uma máquina implacável propulsionada por riffs demolidores. Que os turbilhões cacofónicos que cruzam a paisagem de Hammered não iludam o ouvinte desatento: esta loucura tem método  e as constantes mudanças de ritmo, colorido e humor são traçadas em papel milimétrico.

Três discos que permitem descobrir travos e aromas diferentes a cada nova degustação.

Le Son du Grisli review by Luc Bouquet

CF 270Ches Smith and These Arches – Hammered (CF 270)
Les questionnements du disque précédent ne sont plus. L’heure est au désordre. Ches Smith est ici le patron d’une entreprise de pillage et de non-sens (presque) absolu. Comme ici, tout va à Zoot Allures, Tony Malaby et Tim Berne, pourtant habitués à vagabonder avant fracas, se retrouvent immédiatement dans la fournaise. Sans préavis et sans chemin tout tracé. Mary Halvorson et Andrea Parkins ne sont pas plus sages, qui prennent part avec gourmandise à ce sabotage volontaire.

Esprits forts et jamais fuyants, cris sans chuchotements, gesticulations et riffs détraqués, les collisions ne peuvent que s’enchaîner. Ici, c’est le clou rouillé dans le talon, le scrupule dans la chaussure, les duels de saxophones mal dosés, les unissons embrouillés. C’est une maîtrise – puisqu’il faut aussi en passer par là – qui ne se prend pas au sérieux. Ici, le sonique ricane de ses habitudes. Ici, les cinq de These Arches ont le bon goût de saboter le bon goût.
http://grisli.canalblog.com/archives/2013/07/12/27567827.html

Jazz.pt review by António Branco

CF 270Ches Smith and These Arches: “Hammered” (CF 270)
Rating: 5/5
Quase três anos depois de um altamente estimulante “Finally Out of My Hands”, na Skirl Records, o baterista Ches Smith volta a reunir o seu projeto These Arches para um disco arrasador.   E isso em grande medida se fica a dever ao alargamento da formação de quarteto para quinteto, com a entrada de um peso pesado do jazz do nosso tempo: Tim Berne. Tudo por uma feliz conjugação de circunstâncias: devido a um conflito de agendas, Tony Malaby viu-se perante a impossibilidade de seguir em digressão com a formação. Para o seu lugar entrou Berne. Com Malaby de novo livre, Smith decidiu adaptar a música ao facto de ter dois sopros (e que sopros!) disponíveis.

No barco mantiveram-se a guitarrista Mary Halvorson e a acordeonista e manipuladora de eletrónica Andrea Parkins. Não só o leque sonoro se abriu com a entrada do saxofonista alto como a própria escrita de Smith evoluiu com base nessa premissa, revelando uma vertente mais contrapontística e a tirar maior partido do xadrez instrumental.   Em “Hammered” – por si só o título quer dizer muita coisa – Smith continua a explorar terreno que lhe tem sido fértil (Good for Cows, Congs for Brums, Secret Chiefs 3, Xiu Xiu): o do cruzamento criativo de elementos provenientes do jazz, da música improvisada e do rock de cariz mais experimental.

Muitas destas peças foram escritas para banda de rock, mas beneficiam claramente por estarem a ser tocadas por este notável grupo de mestres improvisadores. Energia, liberdade e urgência são ingredientes essenciais neste “cocktail” explosivo. Ainda que as rampas de lançamento estejam estruturadas, é evidente o ênfase colocado na improvisação coletiva, o que, com esta mão de obra, faz todo o sentido.

Baterista de largo espetro, Smith sabe ser o fogueiro que alimenta a fornalha para garantir a adequada propulsão, mas também o joalheiro dos finos detalhes. “Frisner” (referência ao baterista haitiano Frisner Augustin, antigo professor de Smith e falecido inesperadamente no início do ano passado) abre as hostilidades em alta rotação e dá o mote para o que vem depois. Impertinência rítmica, sopros em delicioso mano a mano, guitarra e eletrónica pontuando com inteligência esta dança garrida.

Na mesma linha vigorosa segue-se “Wilson Phillip”, homenagem a outro baterista, Phillip Wilson. Escrita para os Ceramic Dog de Marc Ribot, “Dead Battery” acentua as contribuições de Halvorson e Parkins, que se aliam à frente de sopros numa vertigem febril.

Na peça título todos os instrumentos se fundem numa massa caleidoscópica que recircula. Em contraste, “Limitations” é uma miniatura quase sussurrada e de “Learned from Jamie Stewart” (piscar de olho ao vocalista dos Xiu Xiu) brota um bem vindo “groove”. “This Might Be a Fade Out” fecha a refrega numa alternância entre caos e ordem, sobrevindo esta.

“Hammered” não deixa pedra sobre pedra. Excelente.
http://www.jazz.pt/ponto-escuta/2013/05/01/ches-smith-and-these-arches-hammered-clean-feed/

El Intruso review by Sergio Piccirilli

CF 270Ches Smith & These Arches – Hammered (CF 270)

La música es arquitectura congelada (Arnold Schonberg)
En arquitectura un arco es la construcción curva que se apoya en dos pilares o puntos fijos y cubre el vano o apertura que queda entre ellos. El arco es un elemento constructivo –generalmente en forma poligonal o curvada- de gran utilidad para salvar espacios relativamente grandes. Este tipo de edificación se compone de un reducido aparejo de piezas en piedra, ladrillos o adobe -denominadas dovelas- que trabajan a compresión, depositando toda la carga que soporta el arco en los apoyos, mediante una fuerza oblicua que se denomina empuje.

Debo reconocer que mis conocimientos en arquitectura apenas abarcan las ochenta y cinco palabras que acabo de escribir. Por lo general cuando una persona tiene tan precaria sapiencia sobre un tema y conoce sus limitaciones –o al menos posee un mínimo de dignidad- no debe atreverse a dar explicaciones ni sentar cátedra sobre la materia en cuestión; pero está claro que… ése no es mi caso.

Hasta hace algún tiempo –es decir, desde que escribí “En arquitectura un arco es…”- todo lo relacionado con el arte de la construcción era para mí una “gran cosa” compuesta de otras “cosas” que a su vez contenían muchas “cositas”; pero ya me siento suficientemente familiarizado como para hablar con cierta propiedad sobre la historia del arco, los principios científicos en los que se funda e incluso desplegando un vocabulario que me permite reemplazar lo que hasta hace poco eran “cosas” por una terminología que incluye léxicos y frases tales como arbotante, contrafuerte, sistema de arriostramiento, estructura hiperestática de tercer grado, etc., etc., etc. En definitiva –y para no irnos por las ramas-, resulta obvio que un contacto frecuente con una “cosa” tarde o temprano nos permitirá identificar de qué se trata. Por ejemplo, si usted en lugar de estar en contacto con su perro todos los días se encontrara hoy con él por primera vez, lo percibiría como una “cosa” o quizás pensaría que se trata de una especie de gallina con hocico y cuatro patas. Se entiende el concepto, ¿no?

De regreso a nuestra disertación sobre el arco, cabe consignar que su presencia en la historia de la construcción abarca un período de seis mil años. Los primeros registros de este arquetipo de edificación provienen de la arquitectura mesopotámica; de allí, se transmite luego a Europa mediante su uso en el Imperio Romano hasta alcanzar su máximo esplendor con los constructores medievales. Sin embargo, hoy se sabe (o por lo menos yo acabo de enterarme de eso hace unos instantes) que el funcionamiento del arco no fue comprendido científicamente sino hasta el primer tercio del siglo XIX, lo que equivale a decir que para su diseño en la antigüedad se empleaban métodos empíricos, la intuición y modelos geométricos sin inspiración científica.

Con el advenimiento de las teorías modernas se ha podido entender que un arco funciona como un conjunto de elementos que transmiten cargas hasta los muros o pilares que lo soportan haciendo que las dovelas vayan empujándose entre sí -transmitiendo las fuerzas verticales y convirtiéndolas en un componente horizontal- hasta establecer un sistema de equilibrio.

Lo cierto es que buena parte de estos principios (la transmisión de fuerzas, el empuje, la transformación de los componentes, el equilibrio, los puntos de apoyo, etc.) parecen oficiar de explicación descriptiva sobre los motivos que llevaron al baterista y compositor Ches Smith a denominar su banda como These Arches (“Estos Arcos”).

La actualidad muestra a Ches Smith comprometido en un sinfín de propuestas simultáneas, ya sea integrando bandas de inocultable vigencia y rigor creativo como Tim Berne’s Snakeoil, Mary Halvorson Trio & Quintet, Ben Goldberg’s Unfold Ordinary Mind y Marc Ribot’s Ceramic Dog, entre otras; o bien encabezando sus propios proyectos como Congs for Brums y el que nos ocupa en este comentario: Ches Smith & These Arches.

La idea de este emprendimiento –cuyo debut discográfico tuvo lugar en 2010 con el álbum Finally Out of My Hands- ocupa un “arco” de fuentes musicales diversas que van desde la improvisación libre al heavy-rock pasando por múltiples formas asociadas a la avanzada jazzística del nuevo milenio.

En ese contexto queda claro que Ches Smith, al igual de lo que sucede con un arco, encontró la forma de salvar el espacio abierto entre las aspiraciones estéticas que lo animan y su respectiva implementación, mediante puntos de apoyo representados aquí por los miembros de su banda (originalmente en cuarteto con su líder en batería, Tony Malaby en saxo tenor, Mary Halvorson en guitarra y Andrea Parkins en acordeón y electrónicos y ahora devenido en quinteto con la estelar incorporación de Tim Berne en saxo alto).

Del mismo modo en que el prestigioso arquitecto italiano León Baptista Alberti aconsejaba que las dovelas –parte esencial en la construcción de un arco- fueran de “gran tamaño y muy similares entre sí”; Ches Smith tuvo el buen tino de sumar en este proyecto a músicos de innegable prestigio, con intereses estéticos equivalentes e idénticas aptitudes para moverse idóneamente en el intrincado territorio donde convergen la improvisación y la composición.

En la construcción de todo arco existe una pieza esencial denominada clave o dovela central que encaja entre las contra-dovelas –mediante un proceso de martillado- para cerrar y fortalecer el arco, evitando así su desplome. Pues bien, en ese juego de analogías entre los aspectos que distinguen la propuesta de Ches Smith & These Arches y el funcionamiento del arco, no debe sorprender que su nuevo álbum se titule Hammered (en inglés, “Martillado”) ya que a todas luces parece cerrar (y fortalecer) la construcción del “arco estético” iniciado en su debut discográfico.

Hammered, en relación a su predecesor, se muestra mucho más directo, poderoso y desarrollado pero deja entrever con inusitada claridad que su núcleo composicional esta aposentado en el rock pero especialmente concebido para ser interpretado por este grupo de improvisadores en particular.

El álbum abre con el intrincado y polisémico Frisner, pieza cuyo título refiere al legendario baterista haitiano e ícono de la tradición vudú Frisner Augustin y de quien Smith fuera discípulo. Aquí los saxos de Tim Berne y Tony Malaby se entrelazan para expandir los límites del mapa sonoro de la pieza, mientras la guitarra de Mary Halvorson y la batería de Ches Smith -a la manera del puntillismo en la pintura- van ofreciendo intersecciones aisladas que parecen eludir deliberadamente una secuencia lineal para finalmente hilvanarse en las imaginativas texturas provistas por Andrea Parkins en electrónicos.

El apasionado temperamento que exuda Wilson Phillip sirve para rendir tributo al notable baterista estadounidense y miembro fundador del Art Ensemble of Chicago y la Paul Butterfield Blue Band: Phillip Wilson (de hecho, el ritmo principal aquí extrapola una cadencia que Wilson aportara al álbum de Julius Hemphill Dogon A.D. de 1972); en tanto que el deliciosamente anárquico Dead Battery –en origen compuesto por Smith para el Marc Ribot’s Ceramic Dog- evoluciona a través de un crescendo alternado por cíclicos segmentos de improvisación libre.

Luego sobrevienen la visceral, infartante y adictiva impronta heavy-rock de Hammered; el intermedio minimalista del difuso e inquietante Limitations y las caóticas exuberancias sonoras de Learned From Jamie Stewart, tema cuyo título alude al vocalista de Xiu Xiu, junto a quien Ches Smith & These Arches tienen planeado hacer próximamente un álbum en tributo a la cantante Nina Simone.   El entusiasta empaque de Animal Collection repite la estructura fundacional del tema que da título al álbum pero orientándola al groove y adosándole armonías provenientes del prog-rock; en tanto que el tema de cierre -This Might Be a Fade Out- es una especie de collage de sucesivos pasajes terminados en fade.

El “arco” de ideas pergeñadas por Ches Smith para dar vida a Hammered están llenas de vivacidad y expresan una inquebrantable vocación por alcanzar territorios sonoros inexplorados; pero además queda claro que su líder tuvo la suficiente inteligencia para apoyar sus ideas en músicos idóneos y comprometidos con el proyecto.

Es decir que supo imaginar el arco que sostiene al puente pero sin perder de vista la importancia de cada una de sus partes, recreando así –tal vez impensadamente- aquel memorable diálogo entre Kublai Jan y Marco Polo que dice:
- ¿Cuál es la piedra que sostiene el puente?
- El puente no está sostenido por esta piedra o por aquélla sino por la línea del arco que ellas forman.
- ¿Por qué me hablas entonces de piedras? Lo único que importa es el arco.
- Sin piedras no hay arco.
http://elintruso.com/2013/03/23/ches-smith-these-arches-hammered/

Point of Departure review by Troy Collins

CF 270Ches Smith and These Arches Hammered  (CF 270)
Among the many notable creative improvising musicians currently based in New York, there are remarkably few whose purview includes significant collaborations with veterans of the fabled ‘80s and ‘90s Downtown scene. Ches Smith is one such artist, a powerful yet unassuming drummer whose resume includes impressive sideman work with Tim Berne and Marc Ribot, collaborations with contemporaries Mary Halvorson and Darius Jones, and membership in the avant rock bands Secret Chiefs 3 and Xiu Xiu. These Arches is Smith’s flagship ensemble, an unconventional bass-less unit no less unusual than Good for Cows, his longstanding duo with bassist Devin Hoff, or his solo percussion endeavor Congs for Brums.

These Arches features an intriguing multi-generational lineup, pairing seasoned accordionist/electronics wizard Andrea Parkins and ubiquitous guitar prodigy Halvorson with renowned alto saxophonist Berne and industrious tenor player Tony Malaby. Berne has proven to be visionary in his choice of younger collaborators; Jim Black, Chris Speed and Craig Taborn have all gone on to great acclaim following their tenure in Berne’s pre-millennial projects. Returning the favor, Berne has served as a sideman for some of his most compatible associates, including Smith.

The recent addition of Berne to the original four-piece roster amplifies the quintet’s fervency, simultaneously creating a conceptual link to the post-modern Downtown aesthetic that Berne helped shape with peers like John Zorn. Smith’s quixotic writing is reminiscent of the eclectic genre-splicing that defined the early Knitting Factory scene, although his stylistic juxtapositions are more organically cohesive than those of his predecessors. Despite the subtly diverse nature of the program, the individual tunes exhibit melodic similarities, lending the date a unified sensibility.

Reinforcing its title, Hammered traffics in somewhat heavier territory than the group’s 2010 Skirl debut, Finally Out Of My Hands. Most of the pieces were originally written for a rock-oriented lineup, a detail that’s readily apparent in the dramatic title track, which provides an excellent example of Smith’s sensitivity to dynamics. The number’s infectious theme is fashioned from nuanced variations on a soaring metallic riff driven by stop-time rhythms, bookending a series of divergent episodes that veer between swaths of coruscating noise, aleatoric pointillism and deft call and response.

Despite being chart-driven, the open structures underlying Smith’s labyrinthine compositions facilitate a wide range of individual interpretations. Dense, collective improvisations are counterbalanced by brief unaccompanied soliloquies and intimate duets, resulting in a fascinating array of detours, including Parkins and Halvorson’s pensive exchanges with Smith at the end of “Wilson Phillip” and the saxophonists’ sinuous interplay on “Learned From Jamie Stewart.”

The band’s intuitive chemistry also spurs their communal rapport. Together Parkins and Halvorson weave a phantasmagoric web of sound, underpinning the proceedings with a bevy of kaleidoscopic textures that range from skirling distortion and whirling fuzztones to chirpy percolations and glitchy bleats. Berne and Malaby, whose simpatico dialogue is further enriched by the tonal contrast between the former’s urbane precision and the latter’s folksy expressionism, make a suitably compelling frontline, capable of hushed lyricism to trenchant histrionics.

In light of such heavyweight company, it would be easy to take the leader’s sterling contributions for granted; his understated virtuosity eschews grandstanding pyrotechnics, driving his bandmates with concision and focus. Though the interpretive prowess of Smith’s collaborators is a key factor in the success of Hammered, their contributions are equally reliant on the malleability of the leader’s accessible writing. By gracefully incorporating everything from catchy post-punk themes to rousing Balkan-inspired motifs into a hybridized new standard, Smith successfully advances the erratic post-modern innovations of the recent past.
http://www.pointofdeparture.org/Pod43/PoD43MoreMoments5.html

All About Jazz review by Glenn Astarita

CF 270Ches Smith and These Arches - Hammered (CF 270)
Four progressive-jazz and improvising luminaries lend their expertise for New York City-based drummer Ches Smith’s foray into a multi-purposed set, exploring and splitting the frontiers of avant-garde jazz, rock and other genres into asymmetrical components. Thus far, the artist has been in the thick of things, amassing an impressive discography, performing and recording with notables such as bassist Trevor Dunn, clarinetist Ben Goldberg and others. This album merges discordant free-form impressionism, micro-melodies, off-center jazz—and with accordionist Andrea Parkins onboard—the program includes glimpses of a carnival-like environment.

Smith’s cunning musicality is radiantly disseminated on “Animal Collection.” Here, the ensemble delves into odd-metered cadences, accelerated by a few pithy detours and unforeseen shifts in direction. But as the piece develops the band morph a succint melody and contrapuntal mechanisms into a howling incursion, sparked by the dual sax attack of Tony Malaby and Tim Berne.

Guitarist Mary Halvorson’s humbly crafted notes and Parkins’ understated voicings help define a parallel that contrasts simplicity with knotty digressions and an oddball melody, as Smith leads the charge via his solid rock beats and rumbling polyrhythmic flurries. Moving forward, the musicians intersperse a bit of social chaos with a total breakdown during the bridge and settle into a straightforward groove, leading to the garrulous closeout. On the basis of this outing and session work for others, Smith reveals a fertile imagination that complements his proficient technical faculties. No telling where he’ll go from here.
http://www.allaboutjazz.com/php/article.php?id=44464

Jazztimes review by Mike Shanley

CF 270CHES SMITH & THESE ARCHES – HAMMERED (CF 270)
Even among today’s many ambitious drummer-composer-bandleaders, Ches Smith applies his skills to an especially dynamic array of brainy projects. Last year he appeared on Tim Berne’s Snakeoíl, continued in Mary Halvorsods quintet and released a solo percussion disc, to name a few. His technique has landed him in a number of exploratory rock bands, too, including Marc Ribofs Ceramic Dog.

Halvorson switched leadership roles with Smith for These Arches’ strong 2010 debut, Finally Out ofMy Hands, which also included Andrea Parkins (accordion, electronics) and Tony Malaby (tenor saxophone). When Malaby couldnt make a tour, Berne ñlled in and never left, ratcheting up the caliber of the music and the potential for wild flights off of the compositions. Hammered delivers in both respects.

Smith’s writing straddles his musical backgrounds, with the visceral attack of his rock side, some tripped-up melodic detours and a willingness to stop and rethink directions when least expected. The steady guitar and thundering toms on the title track sound like a Sonic Youth backing track, with alto and accordion superimposing an Eastern European melody on it. Like many of the songs, it includes a section where the quintet splits into five-point chaos. With all those lead instruments, the albums free flights get busy but never cluttered, and someone always directs everyone back to the theme. Smith’s accents and  spur the group on to the next level. Of the two saxophonists, Malaby often plays with more aggression, coming to a boil with growls and overtones, yet Berne does his fair share of ripping, too. Parkins and Halvorson cover the low end, rocking especially hard on “This Might Be a Fade Out.” Hopefully the players’ busy calendars worft preclude a follow-up to Hammered.

Expresso review by João Santos

CF 270Ches Smith and These Arches – Hammered (CF 270)
4 estrelas
Ches Smith apresenta um ambicioso estudo informado por trabalho de campo – ao lado de necrófilos da estirpe de Trevor Dunn (na presente encarnação do Trio-Convulsant), Jamie Stewart (nos neogóticos Xiu Xiu), Carla Bozulich (na encantação acusmática de Evangelista) e Trey Spruance (na funérea excentricidade dos Secret Chiefs 3) – desenvolvido nas mais variadas morgues musicais, autopsiando cada compasso e tónica, escalpelizando estrofe e refrão ou dissecando timbre, harmonia, melodia e ritmo com a incansável diligência de um patologista do apocalipse e o mórbido zelo de um enciclopedista de profecias. Numa análise geracional, o que há uns anos passava por iconoclasta curiosidade (no testemunho de figuras como John Zorn, Weasel Walter ou Elliott Sharp) deu hoje lugar a uma espécie de neurótica insaciedade (em Ches e em nomes como Kris Davis, Nate Wooley ou Peter Evans), que tem como crucial mais-valia algo de extremamente simples: a expressão de artistas que são mais do que uma lista de restrições dentro de determinada categoria, iludindo quer a tradição quer a redutora neofilia, e cujo discurso se fundamenta na assunção de um ilimitado terreno de exploração. É nessa perspetiva sintomático que se anuncie já que o próximo tomo destes These Arches – Smith na bateria, Tim Berne no saxofone alto, Tony Malaby no saxofone tenor, Mary Holvorson à guitarra elétrica e Andrea Parkins ao acordeão – seja um disco com versões de temas associados a Nina Simone, precisamente gravado com o vocalista dos Xiu Xiu. E não admira que “Hammered” se revele este concentrado de estilos – jazz alienante, desfocado folclore, vísceras de rock – com subversivos fogachos de coesão e enigmáticos hinos, ocasionalmente desconfortável e rudemente abstrato, mas nunca menos do que uma fascinante assembleia de improvisadores fora de série.

JazzWord review by Ken Waxman

CF 259Angelica Sanchez Quintet – Wires and Moss (CF 259)
Nick Fraser – Towns and Villages (Barnyard Records)
Arriving in New York from his native Tucson in 1995, Tony Malaby has since made his distinctive tenor and soprano saxophone tones part of that city’s scene, both with his own bands and as a sideman – most notably with bassist Mark Helias’ trio. His high- quality improvisations are featured on both these CDs, although he does have much closer ties to one leader than the other.

That’s because pianist Angelica Sanchez, who also composed Wires and Moss’s half-dozen tracks, is Malaby’s spouse, as well as being a respected jazzer in her own right. Another session reflecting her unique vision, the disc unites the two with a top rhythm section of bassist Drew Gress and drummer Tom Rainey plus French guitarist Marc Ducret. A responsive time-keeper who composed all the titles on his CD, Toronto-based drummer Nick Fraser calls on Malaby’s skills more platonically on Canadian Towns and Villages. The distinctiveness of this CD comes from the juxtaposition of his and the saxman’s instruments with those played by two other Toronto-based musicians. The distinctive timbres of Andrew Downing’s cello and Rob Clutton’s bass are both cleverly worked into the arrangements.

A member of the collective quintet Drumheller and the band Ugly Beauties with pianist Marilyn Lerner and cellist Matt Brubeck, the Ottawa-born drummer is so self-effacing that often it’s only clip-clops, bumps or patterns which characterize his accompaniment. Meanwhile a track such as “Albs” is built around a mellow interface that contrasts Malaby’s sweet-and-sour tenor vibrato with Downing’s rich bowed lines and timed thumps from Clutton. Even when the two string players advance contrapuntal whistles and creaks, as on the fully improvised “Sketch #10”, an innate lyricism is still present, with Fraser’s understated ratamacues softening Malaby’s thick sax slurs

In contrast the track that moves this quartet closest to Albert Ayler territory – he used similar instrumentation, but with trumpet as well – is the enigmatically titled “?”. Here Malaby’s pinched blowing and peeping is matched by the bassist’s string sawing and the cellist’s staccato creaks and crackles. While the drummer’s output is more dominant, it seems that his basic taste prevents the tune from blasting into the stratosphere.

Overall however the CD’s most distinctive number is “Sketch #12”, which sums up the fine musical line the quartet walks. The performance is neither completely straight-edged nor fully free form despite Malaby’s narrowed tremolo vibrato, disassociated slurs and reed bites. No matter, the backing stays resolutely linear. A thick walking bass line plus pops and clatters from the drummer sees to this. While there’s curiosity engendered with this clashing of sonic strategies, more excitement could have resulted if the four resolved the situation one way or the other.

Fewer tunes and more front line players distinguish the other session. Although the combo has been together for a half-dozen years, unlike the Fraser-Malaby one-off, a basic tension still exists. Malaby’s chesty moans and concentrated slurs plus Ducret’s ringing tone distortions pull the band in one direction, while Sanchez’s sympathetically and contrapuntally decorated expositions aim for an opposing game plan. With Dress and Rainey forcefully backing up the three, a disconnect between subtle and sinewy is often highlighted. Overall it’s mostly the guitarist who is the spark plug and whose playing is most disruptive to the measured narratives.

Since after all Sanchez composed all the tunes and is session leader, this effect is probably simpatico with her aims, even if it appears to conflict with her sympathetic chording and restrained keyboard dusting. Yet when Ducret’s buzzing, sliding licks on “Dare” give the impression that he`s daring the saxophonist to dispense with his previously lighter-than-air soprano lines and turn to pressurized lip vibrations is this part of Sanchez’s plans? Certainly while she has occasion to showcase a staccato interface with runs from both hands emerging for additional coloration, her main concern is melody building, with the atonal improvising left to others.

Only on the extended “Soaring Piasa” for example, when broken-octave counterpoint is advanced by Malaby’s human-sounding altissimo squeals and muscular Rainey drum ruffs, does the pianist seem intent on taking control of the rhythm section, harmonizing and integrating every other instrumental texture. Again does this pinpoint Sanchez’s collaborative skill or her instrumental shyness?

As it is the unanswered question suggests something is lacking on both sessions. Although each can be listening to with interest, the conciseness of Fraser’s performances plus the resolute linearity of Sanchez’s concepts work against a full loosening of structures and the creation of fully exhilarating dates. Perhaps next time…
http://www.jazzword.com/review/128136