Daily Archives: November 23, 2010

Tomajazz review by Pachi Tapiz

Various Artists – I Never Metaguitar (CFG 005)
I Never Metaguitar es una novedad en el catálogo de Clean Feed. El quinto volumen de su Guitar Series es una recopilación dirigida por Elliott Sharp, consistente en temas inéditos de 16 guitarristas que trabajan en la escena del jazz de vanguardia y la libre improvisación.
Por supuesto que allí no están ni Pat Metheny, ni John Scofield, ni Bill Frisell. Resulta extraña la ausencia de Joe Morris, aunque esa carencia es muy bien cubierta por las formas de entender la guitarra que tienen primeras figuras del instrumento como Mary Halvorson, Nels Cline, Scott Fields, Jeff Parker, Raoul Björkenheim (aquí a la viola de gamba eléctrica), Elliott Sharp, Mick Barr, Henry Kaiser o Noel Akchoté. Tal y como reza el subtítulo, son guitarristas para el siglo XXI.
http://bun.tomajazz.com/2010/11/varios-autores-i-never-metaguitar-clean.html

Jazz.pt review by António Branco

TGB – Evil Things (CF 181)
Classificação: 4 em 5
“Quando, há pouco mais de meia dúzia de anos, um OMNI (leia-se Objecto Musical Não Identificado) chamado TGB aterrou com estrondo bem no meio do cinzento planeta jazzístico nacional, as ondas de surpresa não se fizeram esperar. Aos comandos de tão estranho aparelho estavam Mário Delgado, Alexandre Frazão e Sérgio Carolino. Se os dois primeiros já eram senhores de sólida reputação, o último explodia como tubista de primeira água. Quem procurou determinar a proveniência do dito objecto cedo se enredou num mapa complexo, cheio de coordenadas indecifráveis. Neste regresso em 2010, o TGB mantém a aposta nessas premissas e volta a surpreender pelo modo, pleno de irreverência e humor, como conjuga, processa e subverte a multiplicidade de referências que lhe serve de inspiração. É deste inclassificável cruzamento estético que nasce a frescura e relevância musical de um dos mais interessantes projectos nacionais. O trio continua a revelar apetência para versões de temas hard-rock dos anos 70 do século passado. Se no disco de estreia foram os Led Zepellin, agora é a vez dos Black Sabbath (bem trabalhada essência de “Planet Caravan”) e dos Deep Purple (“The Mule”, minuto e meio de energia em estado puro). “George Harrison” um tributo ao autor de “Here Comes the Sun”, bem conhecido das apresentações ao vivo da formação, é um caleidoscópio de sons e atmosferas. Outros momentos de interesse encontram-se na mais tranquila “Bozzetto’s Song” (com Mário Delgado em dobro) e em “Close Your Eyes” (curiosa versão de um tema popularizado por Hank Garland). E há essa improvável – mas bem conseguida – leitura de “Interplay”, de Bill Evans. Nota ainda para o humor incandescente de “Aleister Crowley”, dedicado ao ocultista britânico que se correspondia com Pessoa. Para os mais puristas mais empedernidos talvez se trate de algo indigesto. Para os outros é uma lauta refeição Musica.”