Daily Archives: December 20, 2010

Tom Hull’s Best of 2010 list (Village Voice)


– Billy Bang: Prayer for Peace (TUM)
Rudresh Mahanthappa & Steve Lehman: Dual Identity (Clean Feed)
– Adam Lane’s Full Throttle Orchestra: Ashcan Rantings (Clean Feed, 2CD)
– William Parker: I Plan to Stay a Believer: The Inside Songs of Curtis Mayfield (AUM Fidelity, 2CD)
– The Mark Lomax Trio: The State of Black America (Inarhyme)
– Angles: Epileptical West: Live in Coimbra (Clean Feed)
– Mostly Other People Do the Killing: Forty Fort (Hot Cup)
– First Meeting: Cut the Rope (Libra)
– Wadada Leo Smith and Ed Blackwell: The Blue Mountain’s Sun Drummer (1986, Kabell)
– Anthony Brown’s Asian American Orchestra: India & Africa: A Tribute to John Coltrane (Water Baby)

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Werner Barth’s Jazztime Best 0f 2010 List on BRF

Die Auswahl wird jedes Jahr schwieriger, doch auch diesmal ließen sich nur elf Alben in einer Sendezeit von 85 Minuten unterbringen.

Hier sind die CDs des Jahres in alphabetischer Reihenfolge:

Juhani Aaltonen Quartet: „Conclusions“
Sophie Alour: „Opus 3“
Stephane Kerecki Trio feat. Tony Malaby: „Houria“
Ingrid Laubrock: „Anti-House“
Lee Konitz New Quartet: „Live at the Village Vanguard“
Mahanthappa-Lehman: „Dual Identity”
Paul Motian Trio: „Lost in a dream“
Heinz Sauer: „If (Blue) Then (Blue)“
Christophe Schweizer Moonsun: „Cocoa“
Robin Verheyen: „Narcissus Nr. 2“
Yamamoto-Dickey-Carter: „Emergence“

Jazz.pt review by Pedro Sousa

Parker / Guy / Lytton + Peter Evans – Scenes in the House of Music (CF 196)

**** 1/2

 

Evan Parker / Urs Leimgruber – Twine (CF 194) ****

Evan Parker apresenta-se em plena forma nos dois discos agora editados pela portuguesa Clean Feed. O primeiro, “Scenes in the House of Music”, foi gravado ao vivo na Casa da Música no ano passado e conta com o já sobejamente conhecido trio que formou com Barry Guy e Paul Lytton, mas desta vez com a brilhante adição do virtuosíssimo Peter Evans. Se a música do grupo já soava densa e compactada, com Guy e Lytton a criarem uma massa sonora fragmentária e com Parker dando largas à sua linguagem abstracta e à sua inigualável habilidade para comunicar, a adição de Evans, um músico jovem e com perspectivas novas, consegue transportá-la para um patamar de maior frescura, escapando até às normais convenções da música improvisada.
Não que o Evan Parker Trio toque aqui de maneira muito diferente do que vem fazendo. O que distingue este álbum é o facto de a inclusão de um quarto elemento ter rejuvenescido as antigas fórmulas que vem perseguindo. Por exemplo, o solo de Peter Evans no início da segunda improvisação cria um espectacular momento textural, assim demonstrando a enorme capacidade do membro dos Mostly Other People Do The Killing para desenvolver conceitos e situações menos previsíveis. De facto, o trompetista sugere umas vezes a sonoridade da electrónica, e outras apresenta-se mais livre e “a rasgar”, por vezes fazendo mesmo lembrar um réptil em fuga. Todo o álbum cria momentos de alternância entre os intervenientes, permitindo o destaque e a sobreposição de várias ideias e apresentando um discurso colectivo muito bem oleado.
O segundo disco foi registado no ano de 2007, em duo de Evan Parker com Urs Leimgruber no Loft, de Köln, sendo uma sessão mais intimista. O seu particular interesse advém da dimensão hipnótica e quase demente dos desenvolvimentos. Ambos os saxofonistas se apresentam com o tenor e com o soprano, e fazendo justiça ao título, “Twine”, os músicos entrelaçam-se ao longo das três peças que compõem o CD. Aqui a linguagem é mais frenética, e não obstante as óbvias distinções entre os dois músicos, o mimetismo que conseguem é impressionante, partilhando ideias e timbres de tal forma que, em certos momentos, parece estarmos a ouvir apenas um saxofone ligado a um “delay” ou, quando as coisas aceleram, três ou mais instrumentos.
A música nunca perde fulgor nem muda de tom ou atmosfera, tornando-se tão densa que às tantas é impossível identificar os instrumentos utilizados e até os instrumentistas, ficando apenas um carrossel animalesco, abstracto e enérgico.

Free Jazz review by Stef Gissels

Ken Filiano – Dreams From A Clown Car (CF 207) ****
The Beatles’ “Mr. Kite”, King Crimson’s “Cirkus” up to Britney Spears’ “Circus” are just a few examples of musicians who use the imagery and romantic context of the acrobats and the clowns as inspiration or even metaphor for their music – or sometimes as a metaphor for the circus of everyday life.

The reason for that is that it’s fun and sad, and compelling, that it requires special skills and entertainment and artistry and that it offers a sense of community among the audience, a joint enjoyment of the fun and the spectacle.

And that’s what you get from this album, in spades, with leader and composer Ken Filiano on double bass and efx, Michael Attias on baritone and alto saxophones, Tony Malaby on tenor and soprano saxophones, Michael T.A. Thompson on drums. A band consisting of more than just technical acrobats, but all artists in their own right.

Filiano starts the album with a great arco intro, his signature for what’s to come: intense, dense, virtuoso, joined by Thompson’s drum to add power with Attias and Malaby, each with their own recognisable tone, playing the theme a couple of times then madness breaks loose out of which Malaby emerges singing and swinging over bass and drums locked in a fixed rhythm, then it’s Attias’ turn on baritone to add his part of mad soloing. 

“Dog Days” starts with a bass vamp, for a compelling piece with again a strong and changing unison theme, with great variation of intentsity and tempo, built around a central arco piece and alto, then picking up speed and boppish allure.

The typical characteristic of the music is the incredible density and volume coming out of a quartet, with lots of things happening at the same time, all musicians active in their creative way to jointly create an overall atmosphere that is more dramatic than fun, more sad than joyful, especially the slow “Shinobu”.

“Powder & Paint” is without a doubt the best piece on the album, with a great, sweeping theme, majestic and moving. “Retronym” has an almost rockish feel while remaining fully in the jazz tradition too, and with a hypnotic theme on top. And that’s possibly one of the greatest assets of this album: it integrates the past in a very forward thinking mode, with solid rhythms and themes paving the way for great soloing, quite coherent and focused within each composotion, and in the hands of these musicians full of intensity and expressivity from beginning to end.

A major achievement from a great bass-player whose actual output as a composer and band-leader is quite limited, and we want more of this, and with the same band! Recommended.
http://freejazz-stef.blogspot.com/

Le Son du Grisli review by Guillaume Belhomme

Parker / Guy / Lytton + Peter Evans – Scenes in the House of Music (CF 196)
Septembre 2009 : sur scène auprès du trio Evan Parker / Barry Guy / Paul Lytton, le trompettiste Peter Evans. Ce que raconte Scenes in the House of Music…

Que craindre alors ? Que la ferveur intacte du trio pousse à bout l’invité au point de rejeter le greffon ? La crainte est feinte et même emportée dès l’introduction par une association ténor / trompette résistant aux coups nombreux de Lytton. Evans ne se réfugie pas dans le cercle mais propose de faire terreau commun du motif répété.

Ensuite, d’autres formules sont essayées : Evans seul rejoint bientôt par ses aînés avant de s’effacer à son tour pour laisser Parker évoluer au ténor (Scene 2) ; faux-fuyants et lenteur fiévreuse permettant à Guy d’en revenir à ses usages baroques (Scene 3) ; solo de Parker avant un autre partage de virulences (Scene 4) ; phrase de quelques notes que l’on se repasse de retenues en autres grands moments d’agitation (Scene 5). Comme attendu : toutes formules convaincantes.
http://grisli.canalblog.com/