Daily Archives: February 5, 2015

All About Jazz review by Glenn Astarita

CF317De Beren Gieren & Susana Santos Silva – The Detour Fish – Live In Ljubljana (CF 317)
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Youthful concepts and treatments are highlighted on this live set, where the award-winning Belgian piano trio De Beren Gieren invites burgeoning Portuguese trumpeter, improviser Susana Santos Silva to join the band for this largely captivating performance at the Ljubljana Jazz Festival in Slovenia. The musicians’ collective synergy becomes apparent rather quickly. Their inventive faculties are propagated via budding, minimalist phrasings and rolling wave-like rhythmic progressions, as the free form improvisational element is a recurring process. And when considering the outside realm, the quartet manages to incorporate a few melodic hooks into the big picture even when they tear down and rebuild themes.

The quartet paints a diverse outlook and does not drift into an abyss with heedless soling jaunts amid these semi-structured works. Hence, “Battle with Fishself” is a prime example of the artists’ insightful collaborative and imaginative standpoint. Here, pianist Fulco Ottervanger’s swirling arpeggios are tempered by drummer Simon Seger’s use of mallets across the toms, as Santos’ scratchy phrasings inject a touch of angst, basically providing a disparate tonal contrast as the quartet systematically, and rather patiently raise the pitch, leading to multiple probing dialogues. They produce a domino effect, tempered by Ottervanger’s quietly churning fadeout as the engine comes to a halt. Overall, the group’s concentrated focus and distinctive group-speak yields bountiful rewards.

http://www.allaboutjazz.com/the-detour-fish-live-in-ljubljana-de-beren-gieren-clean-feed-records-review-by-glenn-astarita.php?width=1024

Downbeat review by Josef Woodard

Friends and Neighbors – Hymn for a Hungry Nation (CF 310)

Friends & Neighbors

http://www.downbeat.com/digitaledition/2015/DB1503/single_page_view/59.html

Público press article by Gonçalo Frota

Carta-branca para a trompete de Susana Santos Silva

Susana Santos Silva

Em poucos anos, Susana Santos Silva despontou e criou uma linguagem autónoma da Orquestra de Jazz de Matosinhos, tornando-se uma trompetista a que o mundo da música improvisada está atento. A sua colaboração com os belgas De Beren Gieren é apenas a ponta de uma criatividade e de uma actividade febris.

Susana Santos Silva não tem uma memória furiosamente enciclopédica.
Não pertence àquele grupo de músicos de jazz que sabe de cor fichas técnicas de centenas de discos e consegue seguir milagrosamente o rasto do mais secundário dos instrumentistas, citando sem dificuldade as suas maiores proezas num autêntico lodaçal de edições. Tem, por exemplo, uma vaga recordação de ter começado a tocar trompete, ela e todos os irmãos e primos, por influência do avô, e da sua estreia em concerto logo aos oito anos com a Banda Marcial da Foz do Douro. Mas já inquiriu a família para perceber se a trompete foi, de facto, escolha sua. Pela amostra das respostas recolhidas convenceu-se que ninguém a forçou ou a empurrou na direcção do instrumento. Seria até inverosímil que uma criatividade tão febril e livre pudesse brotar de uma imposição.

A memória menos longínqua diz-lhe com clareza, no entanto, que em 2011, no ano em que se estreou à frente do seu quinteto com o álbum Devil’s Dress, a sua irrelevância para o mundo do jazz era quase total. Dos muitos emails e contactos que tentou na altura estabelecer com festivais internacionais, esforçadamente promovendo a sua música, raras foram as respostas que obteve. Uma ou outra, mais simpática, dava-se ao trabalhar de agradecer dizendo que “não, obrigado, não pode ser”. Era o primeiro passo da sua afirmação – o ano de Devil’s Dress mas também do primeiro álbum do trio LAMA, partilhado com Gonçalo Almeida e Greg Smith, formado por alturas da ida de Susana Santos Silva para Roterdão atrás de um mestrado em Jazz Performance. O que encontrou foi, afinal, uma cena musical que desconhecia, uma liberdade de mexer no jazz e não ter medo de sujar as mãos, uma facilidade de circulação que não obrigava a adoptar o mainstream ou o vanguardismo sem ficar marcada com um carimbo que lhe limitasse os movimentos. “Abriu-me portas e horizontes e, de repente, comecei a perceber que havia espaço para mim, que não era tolinha de todo”, ri-se.

Tudo mudaria muito rapidamente. Em pouco tempo, a participação na European Movement Jazz Orchestra, ao lado de músicos alemães e eslovenos, daria frutos que ultrapassavam em muito a acção de uma orquestra que não demorou a ser desactivada – embora não extinta – devido aos elevados custos de cada concerto. Depois, a gravação do segundo álbum dos LAMA, com a participação do saxofonista Chris Speed, no Portalegre Jazz Fest de 2012, coincidiria ainda com o momento em que se cruzou com o contrabaixista sueco Torbjörn Zetterberg. Pedro Costa, da editora portuguesa Clean Feed, apadrinhou o encontro ao enfiar os dois dentro de um jipe e avançar pelo campo fora, evitando vacas e outros animais pelo caminho. A experiência acabaria por dar nome a um dos temas (Cow Safari) que gravaram num álbum em duo, Almost Tomorrow, um sumptuoso registo realizado durante a primeiríssima partilha musical entre os dois. São duas pessoas a conhecer-se, a tactear-se, a perceber como as suas linguagens se encaixam, complementam ou contradizem. Tudo a quente, com a intuição a ditar o rumo de cada desvio.

O primeiro tema de Almost Tomorrow funciona então também um documento da primeira vez que tocaram juntos, ignorando ainda se a empatia a dois saberia encontrar caminho para a relação negociada com os instrumentos. Puseram a gravar, entabularam as primeiras notas e saiu Knights of Storvålen. “Às vezes [um encontro destes] resulta musicalmente, mesmo que a nível pessoal a relação não seja brilhante”, testemunha a trompetista. “Mas a longo prazo, para ter um projecto a acontecer, com quem se viaja e toca concertos e passa montes de tempo na estrada, é muito importante haver essa empatia.”

As raízes na orquestra
Não é fantasia de Susana Santos Silva ou manifestação de um sonho remoto esta menção a passar muito tempo na estrada com outros músicos. Quando o ÍPSILON a apanha no skype, acaba de chegar a Berlim vinda de Estocolmo, onde esteve a gravar o novo álbum do sexteto de Zetterberg. Na capital alemã tem cinco concertos a bordo de diferentes formações com músicos locais, agendados para aproveitar uma semana entre o estúdio na Suécia e as apresentações na Bélgica com o trio local De Beren Gieren, com quem lançou recentemente The Deteour Fish, magnífico exercício de gestão de estilhaços estilísticos inspirado pelo Quinteto A Truta, Op. 114, de Franz Schubert. Em Bruxelas, aproveitará ainda para continuar a colocar mais uns tijolos na construção de um duo que se estreará em disco este ano, com uma das mais estimulantes pianistas da actualidade, a eslovena Kaja Draksler.

http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/cartabranca-para-a-trompete-de-susana-santos-silva-1683520?page=1#/follow

Free Jazz review by Stef

CF311Grünen – Pith & Twig (CF 311)
****½
Their debut album of 2010 has turned into the name of the trio consisting of Achim Kaufmann on piano, Robert Landfermann on bass and Christian Lillinger on drums. Their sophomore release delivers the promise of the first one, and we can only be sad that it took four years to hear them again on record.

Some tracks are very short, built around composed ideas, quite inventive, and full of open and unexpected interactions, others are longer, such as the albums centerpiece, “Foliage Misconstrued”, which is a nervous, angular, intense seventeen minute workout, with all three instruments giving their best in a complex dynamic that is both physical and lyrical, full of contradictions and inherent tension that suddenly turns into a slow eery soundscape, full of dark rumblings and distant scraping.

On “Chitin”, the extended techniques reign to create an ominous atmosphere of fragility and vulnerability, hesitating to see how far sounds can be stretched before they burst. “Mobiliar” brings us a percussion-heavy almost boppish intro that shapeshifts into a calmer, refreshing, middle section, then shapeshifting again into an open improvisation with percussive hits on drums and piano creating a context for Landfermann’s bass to demonstrate sonic pecularities.

The music leads you in many directions, of nervous agitation, playful boppish treats, calm precision and avant-garde explorations into the nature of sonic interaction, and most often all in the same track.

Again, three outstanding musicians who bring us some of the best piano bass drums music around.

http://www.freejazzblog.org/2015/01/piano-trios.html

Free Jazz review by Paul Acquaro

Not so long ago, I had the pleasure of seeing a gig that paired up saxophonist Tony Malaby, drummer Gerald Cleaver, and bassist Ingebrit Haker-Flaten at the tin foil lined JACK Arts in Brooklyn. The music from the trio was just cooking. There was a point in the groups playng when there was no longer a group, but a THING. To start this review, I thought I would first share a video of the gig – expand it to full screen and enjoy:

CF304Tony Malaby’s Tamarindo – Somos Agua (CF 304)
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The release concert for this gem was at the Cornelia Street Cafe, a tiny sliver of old Greenwich Village – from a time before all the frozen yogurt, macaroon shops and luxury condos. You can still line up to squeeze into the basement of the club and enjoy some insanely good music. Malaby’s Tamarindo hit the stage there last year to play ‘selections’ from Somos Agua, or rather, music like you may find on Somos Agua, because as far as I can tell, this is music that can only really happen once.

This release though does a great job capturing the trio, sounding as alive on the CD as they did on the stage that night. Between the interactions of bassist William Parker, drummer Nasheet Waits, and of course saxophonist Malaby, there is so much to hear. The great strength of Tamarindo, to my ears, is the way Malaby will play inside, outside and all around his saxophone, but never once will it sound out of place with whatever else is happening. Maybe it’s Waits, whose drumming can be subtle and reactionary, exploratory and reserved, or rumbling and aggressive like on the opening “Mule Skinner”. Or maybe credit goes to William Parker, whose participation on a session does not necessarily guarantee its success, but seems to come pretty damn close. His playing, whether arco or plucking a pulsating bass-line, directs individual embers into a mighty conflagration. But no, the credit goes to the whole combination, a trio of musicians who really know how to craft a sound.

As I write this, it may seem that Somos Aguas is a powerhouse of a album, burning on all cylinders, And while these three are more than capable of making your old CD player combust, here they often hold back the volume a bit and explore the tensions and textures. The follow up to Mule Skinner is ‘Lorretto’, in which space is used along with light extended technique to evoke a certain melancholy. ‘*matik-Matik*’, up next, is an upbeat tune that relies on a tasty melody that spins our of Malaby’s horn over time. Here, Parker and Waits syncopated play gives Malaby something in which to get entangled. the group expertly turns up the heat on this one – it is an absolute album highlight. Honestly, almost the same can be said about “Can’t Find You …”, another slow build that reaches an apex and then crumbles wonderfully as the trio deconstructs what they just built.

This outing from Tamarindo is really enjoyable, all three are master at their craft and what they accomplish together is certainly well crafted, but free and exciting. By amping up the quiet – so to speak – Somos Agua’s high points are that much higher and the quieter stretches are nuanced and captivating.

CF318Tony Malaby’s TubaCello – Scorpion Eater (CF 318)
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“This band has a different type of gravity that playing with just a bassist simply doesn’t have,” writes Tony Malaby about Tubacello, the group behind his latest Clean Feed recording Scorpion Eater. Needless to say, Tubacello, a new configuration for the saxophonist, is a bottom heavy combination – with tuba and cello adding new textures and sounds that are not too often heard in free jazz.

The group joining Malaby is Chris Hoffman on cello, Dan Peck on tuba and John Hollenbeck on drums. It’s not just the instrumentation that make it different, but really in how they jell. In fact, after giving this a listen, I am reminded a bit of how the fantastic Dogon A.D. from Julius Hemphill made my jaw drop when I first heard it – especially in regards to how the cello introduced such rough hewn textures to the lurching grooves. Forty three years later, Scorpion Eater, though a much different recording, still introduces something unexpected and moving in its rich sonority.

The low frequency of the combo is really quite versatile and gives Malaby a lot of room to experiment. For example, on ”Buried’, which opens the recording, the track beings mid sentence, so to speak. The group, already in full motion, shows off its full range of sound and fury between a syncopated melody that introduces and ends the short piece, and leads into the uptempo ‘Trout Shot’. The track ‘Fur’ is a textural piece with sounds floating in the background as the instruments play slow measured lines. ‘March (For Izumi)’ sees the sax playing in the upper register with the cello providing counter motion in the lower middle, while Peck ably handles the bass role. ‘Bearded Braid’ slows things down. The ambient piece unfolds slowly, each instrument taking an extended solo as the song builds to an intense climax.

Tubacello’s instrumentation opens a lot of interesting possibilities – whether it’s providing a ambient canvass on which to build his ideas slowly, or creating deep and effective grooves, the combination works.

http://www.freejazzblog.org/2015/01/tony-malaby-tamarindo-tubacello.html

All About Jazz Italia review by Vincenzo Roggero

CF309CDCortex – Live! (CF 309)
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Bastano le prime battute di “Opening” per andare con il pensiero allo storico quartetto di Ornette Coleman e Don Cherry, che tanto scompiglio portò nel mondo del jazz agli inizi degli anni sessanta. Questi quattro giovanotti norvegesi non possono sconvolgere più di tanto un ring musicale che da anni è abituato ad ogni tipo di incontro con colpi bassi e anche proibiti, ma è indubbio che il loro Cortex Live! è un album consistente, ricco di energia, intensità e immediatezza comunicativa.

La lezione del free, ancorata agli stilemi del bop attualizzata e irrobustita da una palpabile varietà ritmica. Potremmo chiosare in questo modo la proposta musicale del quartetto. Kristoffer Berre Alberts si districa tra i sassofoni con grande personalità e disinvoltura (interessante il lavoro con il baritono), palesando una sottile predilezione per la melodia approcciata in modo sottilmente obliquo.

La cornetta di Thomas Johansson è naive quanto basta, talvolta un pizzico allucinata, sempre pronta ad allargare gli spazi e gli orizzonti delle esecuzioni. Il contrabbasso di Ola Hoyer e la batteria di Gard Nilssen alternano la fisicità del rock, groove funkeggianti ed elastiche scansioni più rigorosamente jazzistiche. Ricetta troppo semplice, con ingredienti sicuri a basso tasso di rischio? Può essere ma il quartetto sa bene come cucinare gli ingredienti a disposizione e presenta più di un momento di interesse per l’ascoltatore.

http://www.allaboutjazz.com/live-cortex-clean-feed-records-review-by-vincenzo-roggero.php?width=1024