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Time Out Lisboa review by José Carlos Fernandes

cf1051Luís Lopes Humanization 4tet (CF 105)
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Até 31 de Dezembro pode acontecer muita coisa, mas nada impedirá a estreia do Humanization 4tet de ser um dos discos do ano, no que ao jazz português diz respeito. Ainda que o mérito não seja exclusivamente português, já que a guitarra de Luís Lopes e o saxofone tenor de Rodrigo Amado têm a companhia do contrabaixo de Aaron González e da bateria de Stefan González, ambos norte-americanos. Os dois González são filhos do ilustre trompetista Dennis González, cuja carreira recente tem vindo a ser amplamente documentada pela Clean Feed, e possuem uma experiência musical eclética, que inclui passagem pelo punk. As suas múltiplas influências fundem-se numa secção rítmica que alia o músculo do rock à flexibilidade do jazz. A abertura de horizontes é também característica de Rodrigo Amado e Luís Lopes. O primeiro tanta navega sem mapa na improvisação livre – nomeadamente com os Lisbon Improvisation Players – como se aventura no hip hop mutante dos Rocky Marsiano. Quanto ao líder, não é guitarrista para jurar apenas por Wes Montgomery e é admirador confesso de Jimi Hendrix e Jimmy Page.

Da confluência destas quatro mentes nasceu uma música tensa, angustiada e de cores sombrias, que evoca, nos trechos de groove regular, o mundo sonoro dessa obra-prima negligenciada que é Pariah’s Pariah, de Gary Thomas. Embora seja autor de todos os temas, Luís Lopes reserva para si mesmo um papel discreto, deixando o primeiro plano aos seus parceiros, sobretudo a Rodrigo Amado, que surge em grande forma.

O tema de abertura, “Cristadingo”, possui um ímpeto avassalador e poucos terão coragem de interromper o fluxo sonoro antes do final de “4 Small Steps”, o tema de fecho. E muitos anotarão o nome de Luís Lopes na lista dos nomes a vigiar de perto.

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Improv Music Collective top 10 for 2008

1. Clockwise – Michael Bates’ Outside Sources (Greenleaf Music, 2008 )
2. Zemlya / The Synth Show – Mark O’Leary (Leo Records, 2008 )
3. The Gift of Discernment – Dennis Gonzalez (Not Two Records, 2008 )
4. The Beautiful Enabler – Mauger (Clean Feed, 2008 )
5. The Rings of Fire – Daniele Cavallanti & Tiziano Tononi (Long Song Records, 2008 )
6. Humanization 4tet – Luis Lopes (Clean Feed, 2008 )
7. Within – Francois Carrier Trio (Leo Records, 2008 )
8. New Code – Peggy Lee Band (Drip Audio, 2008 )
9. Your Very Eyes – Xabier Iriondo & Gianni Mimmo (Amirani Records / Long Song Records, 2008 )
10. Renegade Spirits – Dennis Gonzalez (Furthermore Recordings, 2008 )
http://www.myspace.com/improvmusiccollective

Cadence Magazine review by Jason Bivins

cf105

Luís Lopes – Humanization 4tet (CF 105)
Most readers will be familiar with all the players on The Humanization 4tet with the exception of the leader himself. Part of the vibrant young Portuguese scene, self-taught guitarist (and longtime music fanatic) Lopes has enlisted the excellent saxophonist Amado and the rhythm section from Yells at Eels to play a session that combines the vir¬tues of Free Bop, harmolodics, and Vandermark-ish genre play. The Gonzalez brothers open up the record with a vigorous shuffle, and Amado charges forward with big-toned playing that recalls Tony Malaby. The leader, once his chance comes up, is a weird one—and I say that with admiration. He plays with a clean tone, but he favors a middle pickup position so that the tone is slightly more tart than is customary. He slurs, he scurries, he stops in unexpected places to flail at a single note, and he plays waaaaaay behind the beat to create a most interesting kind of energy. Good stuff! He sounds especially compelling on the somewhat ominous lope of “Long March,” where he combines odd stairstep phrases with sudden glisses and the like (weirdly like Monk on some level). The band works nicely in and out of time on these six tunes, often wisely breaking down into solos and duos (Aaron Gonzalez sounds especially hot on “Cristadingo”). And they’re a versatile lot too, comfortable in the bustling Free playing of “Paso” (pairing grainy upper-register tenor and sustained guitar lines), in the staggered funk of “Principio da Incerteza” (spacious and airy, almost like an essay in non-phrasing), and digging into plain old riffing, as on “Big Love.” It’s a fine record, and a nice introduction to a quirky, winning guitarist.
©Cadence Magazine 2009 www.cadencebuilding.com