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Best of 2013 Jazz.PT

Melhores de 2013 – Jazz.PT
Aqui estão as escolhas da equipa jazz.pt relativas a mais um ano de música, em disco e ao vivo. São estas as nossas votações finais, bem como as listas individuais dos colaboradores que participaram nesta selecção do melhor que foi acontecendo em 12 meses repletos de bom jazz e boa improvisação. Boas festas e continuem a passar por estas páginas.

Melhores discos internacionais
CF 283WAYNE SHORTER QUARTET: “WITHOUT A NET” (BLUE NOTE)
Charles Lloyd / Jason Moran: “Hagar´s Song” (ECM)
São Paulo Undergound: “Beija Flors Velho e Sujo” (Cuneiform)
Matana Roberts: “Coin Coin: Chapter Two: Missisippi Moonchile” (Constellation)
Pascal Niggenkemper Vision7: “Lucky Prime” (Clean Feed)
Wadada Leo Smith & TUMO: “Occupy the World” (TUM)
CF 278Joe McPhee: “Sonic Elements” (Clean Feed)
Tim Berne’s Snakeoil: “Shadow Man” (ECM)
Nate Wooley: “Seven Storey Mountain III and IV” (Text)
Trespass Trio & Joe McPhee: “Human Encore” (Clean Feed)
Lotte Anker / Rodrigo Pinheiro / Hernâni Faustino: “Birthmark” (Clean Feed)

Melhores discos nacionais
CF 281RED TRIO: “REBENTO” (NOBUSINESS)
Rodrigo Amado Motion Trio & Jeb Bishop: “The Flame Alphabet” (Not Two)
Susana Santos Silva / Torbjörn Zetterberg: “Almost Tomorrow” (Clean Feed)
Luís Lopes Humanization 4tet: “Live in Madison” (Ayler Records)
CF 275Lama & Chris Speed: “Lamaçal” (Clean Feed)
Timespine: “Timespine” (Shhpuma)
Big Bold Back Bone: “Clouds Clues” (Wide Ear)
Joana Sá: “Elogio da Desordem” (Shhpuma)
João Hasselberg: “Whatever It Is You’re Seeking, Won’t Come in the Form You’re Expecting” (Sintoma Records)
Nelson Cascais Decateto: “A Evolução da Forma” (Sintoma Records)
João Firmino: “A Casa da Árvore” (Sintoma Records)
Ernesto Rodrigues / Ricardo Guerreiro / Christian Wolfarth: “All About Mimi” (Creative Sources)
João Paulo Esteves da Silva & Orquestra Jazz de Matosinhos: “Bela Senão Sem” (TOAP/OJM)
SHH 007Eduardo Raon: “On the Drive for Impulsive Actions” (Shhpuma)
Eitr: “Trees Have Cancer Too” (Mazagran)
Joana Sá / Luís José Martins: “Almost a Song” (Shhpuma)
Le Syndicat & Sektor 304: “Geometry of Chromium Skin” (Rotorelief)
Luís Vicente / Jari Marjamaki: “Alternate Translations” (MiMi Records)

Melhores reedições
KEITH JARRETT: “CONCERTS: BREGENZ/MUNCHEN” (ECM)

Melhores concertos
EVAN PARKER (JAZZ AO CENTRO – ENCONTROS INTERNACIONAIS DE JAZZ DE COIMBRA)
Peter Evans Octet (Jazz em Agosto)
The Thing XXL (Jazz em Agosto)
John Zorn Electric Masada (Jazz em Agosto)
Anthony Braxton Falling River Music Quartet (Jazz em Agosto)
Rodrigo Amado Motion Trio & Peter Evans (Teatro Maria Matos)
Zanussi 5 (Jazz ao Centro – Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra)
Hugo Antunes / Carlos “Zíngaro” / Miguel Mira (Espaço APAV & Cultura)
Elephant9 feat. Reine Fiske (Jazz em Agosto)

Melhores músicos ou grupos internacionais
Jason Moran, Okkyung Lee, John Zorn, Fire! Orchestra/Mats Gustafsson, Barry Guy New Orchestra, Burkhard Stangl, Wadada Leo Smith.

Melhores músicos ou grupos nacionais
Rodrigo Amado Motion Trio, Sei Miguel, Gabriel Ferrandini, Susana Santos Silva, Hugo Antunes, Clocks and Clouds, Rodrigo Pinheiro.

Acontecimento do ano
A polémica entrevista concedida por Rui Neves, programador do Jazz em Agosto, à Rua de Baixo, conduzida por Pedro Tavares, também colaborador da jazz.pt.

http://jazz.pt/artigos/2013/12/15/melhores-de-2013/

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Top Discos Portugueses 2013 by Bodyspace

TOP DISCOS PORTUGUESES 2013
Já não há mais formas de o dizer: a música portuguesa está de boa saúde e recomenda-se. Muito para além da obrigatoriedade por quotas nas rádios, para além da discussão inútil da língua utilizada para verbalizar palavras, mesmo para além dos grandes holofotes mediátios, a música portuguesa tem sabido crescer, diversificar-se, ganhar identidade, exportar-se, percorrer as agendas de festivais europeus, andar de peito cheio mundo fora. A música portuguesa tem cada vez menos vergonha na cara; e ainda bem. Como é habitual, somamos o total das nossas vontades e elegemos os dez melhores discos portugueses do ano. São os seguintes. André Gomes

10. JP SIMÕES (FNAC Cultura)
JP Simões é uma personagem singular e resistente do panorama musical português. Por isso, cada vez mais, é um privilégio poder assistir aos seus concertos-conversa e à edição de mais um disco em nome próprio. Roma, o disco, não é inocente, começando pelo título… Roma como capital de um império desagregado, de uma velha Europa. Por outro lado, amor… JP Simões embarca numa narrativa recheada de ironia e sarcasmo, que coloca o povo português ao espelho. Ensina-nos a rirmo-nos de nós próprios, num Portugal desgraçado, “Rio-me”… “Rio-me de Janeiro”. Cruzamento do Atlântico que nunca é, nunca foi esquecido pelo músico, já que o disco vive desse diálogo permanente entre o fado e a música popular portuguesa, entre o jazz e a música popular brasileira, entre a valsa e o samba. Indubitavelmente o registo mais eclético: larga-se o formato cantautor, guitarra e voz, para uma sonoridade colectiva com direito, até, a coros e, quiçá, a dança. Saibamos reconhecer. Alexandra João Martins

9. IGUANAS (Cafetra Records)
Doce ao invés de nos dar na primeira audição algum jorrilho de clichés sonoros em torno das gracinhas dos títulos onde há “Kinky Lady” ou “Amo o Teu Rabo”, não, em boa hora evitam o caminho fácil de um funkzinho porno ou de um hip hop maroto, nem sequer mais Kimo Ameba (de onde são uma parte) há por aqui. Não há fuzz aqui, nem guitarras sujas de feedback. Aqui há batidas tão viciantes como inesperadas que urgem ser dançadas, entre camadas de uma absurda doçura etérea de melodias de pop electrónica, plenas de momentos cereja no topo do bolo que nos engorda a imaginação como uns The Russian Futurists perdidos na linha de Sintra. Rabos, gelados e “babes” em hinos estupefacientes para cyber(tardo)adolescentes e robots tarados, onde um diálogo de uma qualquer novela brasileira consegue tornar-se na canção de amor do ano. Nuno Leal

CF 2818. SUSANA SANTOS SILVA & TORBJORN ZETTERBERG (Clean Feed)
2013 foi o ano de Susana Santos Silva. A trompetista oriunda do Porto terá sido a figura mais presente do jazz português, estando envolvida em múltiplos projectos: com o seu trio Lama – e o convidado Chris Speed – editou Lamaçal (Clean Feed); em duo com Jorge Queijo gravou Songs from my Backyard (Wasser Bassin); integrada na Orquestra Jazz de Matosinhos participou no disco Bela Senão Sem (TOAP); desenvolveu um duo com a pianista Kaja Draksler; e continua a dinamizar a Associação Porta-Jazz. Mas foi em duo com o contrabaixista sueco Torbjorn Zetterberg que a trompetista editou o seu disco mais marcante, Almost Tomorrow. Combinando uma dimensão lírica com texturas rugosas, o trompete de Santos Silva estabeleceu um perfeito diálogo com o contrabaixo Zetterberg, numa parceria de sucesso abençoada pela improvisação. Nuno Catarino

7. CAPICUA (Edição Digital / Independente)
Com o single “Maria Capaz” já se suspeitava, com o álbum homónimo de 2012 já se percebia, mas 2013 confirmou de vez que Capicua é uma das grandes vozes autorais do Portugal de hoje. Fosse a reescrever e transformar “(A Casa da) Mariquinhas” num fado-rap para Gisela João, fosse a pegar em canções do álbum de estreia, despi-las à sua simplicidade acústica e demonstrar a solidez do seu esqueleto, ou ainda nos seis temas que compõem esta mixtape. Aqui serve-se de instrumentais de Kanye West e, com um toque do seu colaborador D-One, faz o que quer dessa matéria-prima. Demonstra uma versatilidade de registos, do mais combativo ao mais introspectivo, com uma capacidade microscópica para olhar para dentro de si e um olhar telescópico para o que a rodeia, sempre a primar por um malabarismo lírico. Capicua tem uma voz demasiado grande para se confinar a rótulos de sexo, idade, escolaridade ou proveniência. Esta merda é toda dela. Ana Patrícia Silva

6. TORTO (Lovers & Lollypops)
Já aqui o disse e nunca é demais reforçar: ao contrário de 90% da música instrumental que vinga no século XXI, os Torto não vivem de lugares comuns. A linguagem deles carrega o peso da emoção, mas não vive de crescendos, de caminhos rectilíneos em direcção ao clímax, nem de frases esculpidas a montanhas de distorção. Grande parte do disco vive até de um som calmo, limpo, em que bateria, baixo e guitarra tocam todas com um fim: o de dialogar. É neste diálogo, exposto e sentido, que encontramos a emoção. A coisa boa é que esta não é artificial nem provocada; é simplesmente natural e, bem vistas as coisas, dialoga também connosco. E sempre a dizer “está tudo bem, vai ficar tudo bem”. António Silva

5. NORBERTO LOBO & JOÃO LOBO (Mbari)
Para quem conhece Norberto Lobo apenas dos álbuns que precedem Mogul de Jade, a parceria com o baterista João do-mesmo-sobrenome-mas-é-mero-acaso poderá destoar ligeiramente. Porém, como se escreveu aqui no ano passado, há neste trabalho a quatro mãos indícios daquilo que já tinha sido deixado a descoberto na colaboração com Tigrala. É patente em Mogul de Jade uma suave vontade de libertação das canções – belíssimas todas elas – que Norberto Lobo tem vindo a oferecer ao seu público. O que gera um diferente tipo de beleza. O álbum contém os dois espíritos, mais em uníssono do que em dissonância, e acima de tudo maravilhosos pela sua subtileza. Continua a haver espaço para o que de mais familiar ficou do autor de Mudar de Bina em momentos como a brilhante “Musgo na Voz” (na qual a voz é do próprio) e a deslumbrante “Bragança” (com voz de Norberto, João, Crista Alfaiate e Mariana Ricardo). O reverso da moeda são os devaneios da “Canção do João” ou a breve inicial “Himmelstorm”. De notar, também, a distinta contenção da bateria ao longo de todo o disco. O equilíbrio encontrar-se-á na faixa que dá título ao álbum dedicado ao artista Michael Biberstein, tio de Norberto Lobo, autor das capas dos trabalhos anteriores e que morreu em Maio deste ano. Tiago Dias

4. OCTA PUSH (Senseless Records Portugal)
anda a precisar de muitas coisas. Uma delas era, sem sombra de dúvidas, um disco como Oito. Fresco, actual, vibrante, urgente. Uma volta ao mundo com vários cheiros, vários aromas, vários ritmos. Depois de um EP prometedor em 2010 (com selo da Optimus Discos), Oito cumpre tudo aquilo que se esperava dos Octa Push – e ainda mais. E de uma forma imprevisível; o kuduro já é só coisa do passado e o futuro é tudo o que interessa aos irmãos Dizzycutter e Mushug. A oferta é ampla e para todos os gostos; o menu de electrónicas é do mais variado que se possa imaginar e ainda há alguma coisa de África por aqui. Oito é, sem espaço para dúvidas, uma maravilha da modernidade portuguesa. Devíamos todos dar graças por termos uma dupla deste calibre a partilhar o mesmo espaço que nós. André Gome

3. THE GLOCKENWISE (Lovers & Lollypops)
Os putos perderam a cabeça e enconaram – pelo menos é isso que poderíamos pensar ao ouvir “Goodbye” e toda a sua ternura ao piano, ou ao constatar que o quarteto de Barcelos está cada vez mais pop na sua abordagem ao mundo mágico do rock n’ roll. Longe vão os tempos do Rock Sem Merdas, mas de qualquer das formas eles nunca precisaram de rótulos – nem os querem – para descarregar canções nos nossos ouvidos: Leeches contém em apenas vinte minutos algumas das melhores malhas que se fizeram por cá em 2013, embebidas num caldeirão punk rock e recauchutadas de forma a soarem o mais orelhudas possível (“Time To Go” e “Napoleon”, dois meros exemplos, ficam na cabeça durante dias e de lá não querem mais sair). Difícil segundo disco? Quem disse que isso era sempre assim? Paulo Cecílio

2. GISELA JOÃO (Valentim de Carvalho)
Ainda agora aqui chegou e já lhe tecem os maiores elogios e hipérboles imagináveis. Tudo com este disco, onde foi capaz de se afirmar sem escrever uma só palavra, apenas com aquilo que a sua voz, postura e interpretação são capazes de fazer. E a verdade é que este não é um fado qualquer. Veio de um sítio de onde o fado não costuma vir e conseguiu chegar a sítios onde o fado raramente chega. Gisela João nasceu em Barcelos, cresceu com o fado, os viras e os malhões, o techno e o trance. Longe dos estereótipos de fadista, soube construir uma voz e uma imagem com contaminações de influências díspares, mas com um carimbo só seu. E com isso conseguiu chegar aos ouvidos mais tradicionalistas mas também a pessoas que descartavam o fado por ser triste, antiquado ou aborrecido. Gisela João sabe pegar numa canção e dar-lhe a intensidade que ela merece, seja de vívida e alegre voz, com o peso da mágoa e da saudade, ou até de forma interventiva, com uma nova “(A Casa da) Mariquinhas” saída da caneta de Capicua. E é assustador pensar o quanto Gisela João poderá ainda crescer. Ana Patrícia Silva

1. ERMO (Optimus Discos)
Se o EP de estreia já augurava um futuro brilhante ao duo de Braga, Vem Por Aqui é apenas a confirmação de que António Costa e Bernardo Barbosa ocupam desde já um lugar muito especial na história da música que por cá se faz. Não só porque optaram por fugir ao cânone tradicional que dita que sem guitarras não se pode ter algo para dizer (um pouco como a história antiga de que bandas que não cantassem na língua-pátria não iriam nunca ter sucesso) como capturaram em meros vinte e sete minutos o zeitgeist da nação que perpetuamente sonha com o regresso de um qualquer encoberto que a retire da cova, impulsionados por amores literários e pelos cliques e paisagens de uma electrónica idiossincrática que gerou canções como “Pangloss”. Vamos por aqui, vamos. E para onde vamos? Que o futuro brilhante – o nosso, o deles – chegue depressa. Paulo Cecílio
http://bodyspace.net/artigos/239-top-discos-portugueses-2013/

JazzWrap best of 2013 list by Stephan moore

CF 287

Mary Halvorson: Ilusionary Sea
Jakob Bro: December Song
Mostly Other People Do The Killing: Slippery Rock!
Soren Gemmer: At First
Jason Moran/Charles Lloyd: Hagars Song
Cakewalk: Transfixed
Nicole Mitchell: Aquarius
Mikrokolektyw: Absent Minded
Nick Hempton: Odd Man Out
Wadada Leo Smith/Angelica Sanchez: Twine Forest
Kris Davis: Capricorn Climber
Fred Hersch/Benoit Delbecq: Funhouse
Zero Centigrade: Selce
Sava Marinkovic: Nowhere Near
Soweto Kinch: Legend Of Mike Smith
Luis Lopes: Live In Madison
Susana Santos Silva/Torbjorn Zetterberg: Almost Tomorrow
Soren Dahl Jeppesen: Pipe Dreams
Christian McBride: Out Here
http://jazzwrap.blogspot.pt/

Free Jazz review by Stef Gissels

CF 281Susana Santos Silva & Torbjorn Zetterberg – Almost Tomorrow (CF 281)
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The trumpet-bass duo is a format I like, as I have said before, the brass and the wood, the high and the low tones, both instruments able to resonate well in closed spaces, not requiring much volume, the intimacy of conversation without disruption … Paul Smoker and Dominic Duval, Jean-Luc Cappozzo and Joëlle Léandre, Itaru Oki and Benjamin Duboc, John Corbett and Nick Stephens.

And now we get Portuguese Susana Santos Silva, the trumpeter of Lama, and Swedish bassist Torbjörn Zetterberg, reviewed before on this blog with various Swedish bands, who met at a jazz festival in Portugal, then recorded this fully improvised session somewhere in the north of Sweden, in winter, with snow and cold outside, and the warmth of the music and the intimacy of closed space to come up with this riveting and moving dialogue.

Both musicians manage to find the perfect balance between strong musical character, pushing the envelope of sonic phrasing, with short bursts and extended techniques, yet alternating with more welcoming lyricism of the more traditional kind.

To give some examples : the beautiful “Notskalmusik” with long and yearning phrases, is followed by “Head Distortion Machine”, a very fit title for the abrasive arco and the growling trumpet, full of misery and unwilling submission.

The most beautiful pieces are “Columbus Arrival At Hajerdalen”, a long and deeply emotional improvisation emerging from Zetterberg’s arco, with Santos Silva playing some absolutely heartrending and moving phrases, capturing the mood and intro perfectly, and the title track, “Almost Tomorrow”, which has some references to Coleman’s “Lonely Woman”.

Other tracks are more experimental, like the short “Action Jan-Olov”, in which Santos Silva adds a dialogue on her own between muted and unmuted, with shifting embouchure, over stagnant staccato pizzis from Zetterberg, or “Flocos De Mel”, a longer more minimalist improvisation with sparse sounds creating an ominous and menacing atmosphere.

Highly recommended for fans of intimate avant-jazz dialogues.
http://www.freejazzblog.org/

Percorsi Musicali review by Ettore Garzia

CF 281Susana Santos Silva/Torbjorn Zetterberg – Almost Tomorrow (CF 281)
A mia memoria nel jazz i dialoghi tra tromba e contrabbasso sono piuttosto rarefatti. Negli ultimi anni ricordo con piacere un episodio discografico tra Joelle Leandre e Jean Luc Cappozzo. Oggi ve ne segnalo un’altro, che mi ha affascinato molto: si tratta della trombettista portoghese Susana Santos Silva e del contrabbassista svedese Torbjorn Zetterberg. La loro collaborazione è in qualche modo un punto di sviluppo del loro lavoro che quindi necessita di qualche notizia pregressa sui due musicisti.

Sulla scia della rivalutazione d’interesse del jazz portoghese* si colloca l’esordio di Susana Santos Silva, una giovane musicista fuoriuscita dall’esperienza di una big band portoghese (OJM), che in quintetto nel 2011 pubblica “Devil’s dress”: un disco apparentemente kitsch dalla copertina che invece la presentava seriamente alla comunità dell’improvvisazione con tutte le credenziali tecniche a posto. In quel cd, nonostante venga ricalcata la cifra stilistica di gran parte del mainstream jazz odierno, salta evidente la padronanza dello strumento e la creatività della musicista. Dopo quell’episodio, Susana, intelligentemente comincia però ad allargare il raggio d’azione, collaborando sempre con suoi connazionali nei progetti dei Lama (un trio recentemente apertosi all’inserimento estemporaneo del sassofonista/clarinettista Chris Speed) e dei SSS-Q, un duo con il batterista Jorge Queijo: il free jazz autentico si fa prepotentemente strada e soprattutto si apre alla bellezza dei suoni in risonanza acustica.

Torbjorn Zetterberg, dal canto suo, non ha bisogno di grandi presentazioni: in queste pagine è stato più volte citato come uno dei migliori contrabbassisti della scena svedese soprattutto in relazione alla capacità di esplorazione interattiva dello strumento (vedi per tutte il gran lavoro di supporto svolto nel trio di “Soulstorm” con Ivo Perelman).

Il nuovo lavoro dei due musicisti, “Almost Tomorrow”, è quasi una rivelazione se rapportato a quello che è stato fatto dai due fino ad oggi. Ottimamente registrato, proietta i due musicisti nella sperimentazione empatica allo scopo di regalare la vera voce dei due strumenti utilizzati: evitando senza problemi il cerebralismo che potrebbe essere insito in questo tipo di operazioni, i due forniscono una prova di maturità maiuscola con la Santos Silva che impone un proprio stile, che ha solo un riferimento di partenza in Wadada Leo Smith, ma che poi viene totalmente bilanciato dall’esplorazione ricorrente ed ipnotica che deriva dall’utilizzo della tecnica estensiva (vedi le combinazioni che simulano macchine di Feet Machine Song e Head distortion machine).

Quello della Santos Silva è uno stile composito, che lavora sulla variabilità delle tonalità di emissione della tromba in modo da ricavare discorsività, stranezza e liricità al tempo stesso: una tromba cangiante, quasi parlante (senti Action Jan-Olov) e gradevolissima che si staglia nell’universo stantio di Zetterberg che da parte sua tiene il contrabbasso in una costante e vitale posizione di risposta al dialogo grazie all’uso a strappo delle corde (Knight of Storvalen). Qui il suo contrabbasso riesce a caratterizzare (ancora meglio rispetto a Queijo) le simbiosi dinamiche esistenti in un duo.

“Almost tomorrow”, programmatico sin dal titolo, è quindi operazione varia in cui i suoni di tromba e contrabbasso rivendicano la loro proprietà, la loro genuinità, dove si deve sottolineare la diversità delle impostazioni percorse dai due musicisti rispetto agli improvvisatori americani nello stesso strumento (Santos Silva suona sicuramente diversa dalle evoluzioni estese di Wooley o Evans, così come Zetterberg è lontano da quelle di Dresser, Bisio o Morris). Qui navighiamo in concetti improvvisativi che sono molto vicini allo status di arte (le sensazioni di Colombus Arrival in Harjedalen).
http://ettoregarzia.blogspot.it/2013/11/susana-santos-silva-torbjorn-zetterberg.html

Squid’s Ear review by Florence Wetzel

CF 281Susan Santos Silva / Torbjorn Zetterberg – Almost Tomorrow (CF 281)
Almost Tomorrow is a tremendous piece of music, a powerful burst of free playing that also incorporates classic jazz styles. Portuguese trumpeter and flugelhornist Susan Santos Silva and Swedish bassist Torbjörn Zetterberg make a formidable duo: they each have a remarkable command of their instrument, which allows them to explore a stunning range of sound. Silva and Zetterberg recorded these ten songs in the last days of 2012 in the deep dark of Swedish winter at Zetterberg’s family cabin in Härjedalen, a sparsely populated region full of misty mountain ranges. The resulting music is a forceful blend that’s impressive and shocking and absolutely enchanting.

Most of the tunes are avant-free concoctions that are a joy to behold. “Knights of Storvälen” resembles a windy landscape, showcasing the duo’s ability to craft a fully realized atmosphere. The sounds are the subtlest of the subtle, warped and familiar at the same time, creating a thoroughly enjoyable tension. Silva is really a marvel; she gets such a startling array of sounds on her instrument, from small splutterings to large swaths of tone, from creamy smooth peaks to imposing jagged ridges. Zetterberg plays with a vibrant urgency, sure and strong as he builds an architecture of intensity and dynamics. “Columbus Arrival in Härjedalen” is a long, wild piece, kind of an inverted “Taps.” Silva displays an exquisitely pure tone, but she also gets immense pleasure from shredding — nay, flaying — musical notes. Zetterberg digs deep into the strings, coaxing and cajoling them to stretch beyond the beyond. “Cow Safari” has a free-jazz jam energy, with Zetterberg’s bass providing a driving engine that Silva dances atop, leaping and alighting and plunging once more. Silva plays with a great majesty when she so desires, tapping into the regal quality of her instrument: here she offers more long, sustained notes, with lovely lines that are full of unexpected twists.

In the midst of the joyful experimentation, there are a few surprising visits from jazz history. “Almost Tomorrow” is more melodic piece: Zetterberg starts off with a pretty solo, and when Silva enters, grainy and gritty, she channels her inner Louis Armstrong and brings Satchmo right up to date. It’s a beautifully poignant tune, yearning and a touch regretful. “Action Jan-Olov” is an energetic song, full of Zetterberg’s rich plucking pounding, which creates a fantastic rhythm for Silva to bounce off. Here Silva’s muted excursions invoke Miles Davis, particularly his vastly underrated later work, where a few finely sculpted notes could speak volumes. “Nötskalsmusik #6” is a brief meditation infused with the cool Nordic melancholy of seminal musician Lars Gullin, as well as the direct-heart playing of great Swedish trumpeters like Jan Allan. It’s a gorgeous piece, with sustained notes of heartrending beauty. Honestly, is there anything Silva and Zetterberg can’t do?

There’s definitely something special going on in Almost Tomorrow. It’s one of those CDs that give the listener a feeling of discovery, a sense of being on the ground floor of something fresh and intriguing. Silva and Zetterberg have both been playing out for years, but they are still relatively young, and thus this is just the beginning of something well worth following.
http://www.squidsear.com/cgi-bin/news/newsView.cgi?newsID=1606

Lira Magazine review by Leif Carlsson

CF 281Susana Santos Silva & Torbjörn Zetterberg – Almost tomorrow (CF 281)
Trots att musiken är inspelad i januari i Härjedalen och bilderna i fodralet är vintriga, sprider sig den vedeldade stugvärmen till lyssnarna. Ute runt knuten kan vinden vina. Musikerna klingar nyförälskade och konfliktfria gentemot varandra, är nyfikna och vill fördjupa. Det hindrar inte tillfällen med bottenlös svartsyn som i Head dis-tortion machine. Men om denna svartsyn är de ense. Susana Santos Silva, trumpet och flygelhorn, och Torbjörn Zetterberg, kontrabas, faller varandra i talet utan att byta ämne. Men de härmar inte och behåller sina identiteter. Även när instrumen-ten lämnar sina traditionella klanger pulsar de framåt. Det mesta av musiken har skapats av dem båda tillsam-mans i studion. Tio samlade och kärnfulla stycken utan fer-nissa på fyrtiofem minuter. Columbus arriving in Härjedalen är ett komplext lockrop med säregen skönhet av en fiolspel-man med ovanligt stor fiol och en trumpet som blåser in liv. Titelmelodin Almost tomorrow av Zetterberg ligger märkligt nära Ornette Colemans vemodiga Lonely woman. En sorts hommage antar jag, där kvinnan nu är subjekt och luftar sitt frisinne och sin självkänsla med eftertryck, vare sig hon är ensam eller inte.
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=gmail&attid=0.1.3&thid=14137d37e2d6363f&mt=application/pdf&url=https://mail.google.com/mail/u/0/?ui%3D2%26ik%3D2f4a3d8e1f%26view%3Datt%26th%3D14137d37e2d6363f%26attid%3D0.1.3%26disp%3Dsafe%26zw&sig=AHIEtbTOtIXCfFcHlOKhZ7V35v6WrZoucA