Tag Archives: Sten Sandel

Magnetica Magazine review by Sofia Freire

cf-125

Townhouse Orchestra – Belle Ville (CF 125)
Anti-temas
O legendário Evan Parker continua a marcar pontos altíssimos na cena do free jazz europeu. Depois de A Glancing Blow (2007), também editado pela Clean Feed, em que o saxofonista tenor britânico imprime toda a sua exuberante musicalidade, conduzida até ao mais ínfimo detalhe, neste Townhouse Orchestra (um disco duplo) ultrapassa expectativas. Pelo título, poderia-se cair no equívoco de se estar perante uma orquestra. Não. Mas bem que o quarteto –  completado por Sten Sandel (piano), Ingebrigt Håker Flaten (contrabaixo), Paal Nilssen-Love (bateria e percussões) – consegue produzir esse efeito pela amplitude e profundidade vastas que a sonoridade toma. A carga intensa e vibrante é o imenso turbilhão de criatividade explosiva e contínua que se prolonga em apenas dois temas – no primeiro CD, por 44,47 minutos e, no segundo, por 45,10. Curiosamente, Belleville e Villebelle operam como duas anti-faixas. Duas sessões de plena improvisação que se confrontam pela sua simetria, pelos seus contrários, progredindo por dinâmicas quase opostas. O início do primeiro tema exalta-se de um rasgo emocional, que depois é conduzido por atmosferas subtis enriquecidas por suaves texturas, pequenos tiques que se interligam ou chamam a atenção para um solista que abre caminho. O segundo tema prepara-se com um toque de mistério, pianíssimo, para mais tarde encontrar o seu pico de intensidade e pura liberdade de expressão de todo o quarteto. A não perder.

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Free Jazz review by Stef

cf-125

Townhouse Orchestra – Belleville (CF 125)
****
This is the kind of chemical lab environment situation : put Evan Parker on tenor saxophone in a test tube, together with Scandinavia’s power rhythm section, consisting of Sten Sandell on piano, Ingebrigt Håker Flaten on bass, and Paal Nilssen-Love on drums, then wait and see what happens. From a chemical reaction perspective, actually the strangest thing happens : you don’t need to add energy (heat, electricity, movement, …) before something takes place. Before you know it, the four start heating up, exchanging molecules and atoms, sizzling, boiling, smoking, splashing in all directions, overflowing at times, then, after lots of heat dissipation, the whole coagulated thing starts cooling down and desintegrating again, into a sax solo, a bass solo, some plucked piano strings, the odd cymbal clash, for some odd slow intermingling of colors and lines, mixing without energy, with a flash here and there, yet cooling down into an almost absolute calm. All jokes aside, it is in this superb variation of subtle sensitive and intimate moods which evolve into powerful expansive outbursts and then back again, that this music gets its unbelievable vitality. But there is more, the way these four musicians move together into the same musical direction is at times hard to grasp, especially because they move into uncommon regions, where sensitive hesitation and assertiveness reign together, creating interesting dialogues and, well, great and very coherent music. The two lengthy pieces, each 45 minutes long, allow for the musicians to take their time to create and expand.
http://freejazz-stef.blogspot.com/